URGENTE: Mais informações sobre a operação dos diplomas falsos em Nova Venécia

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Rio Bananal, com auxílio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e do 2º Batalhão da Polícia Militar de Nova Venécia, deflagrou hoje (13/11) a Operação “Estória”, um desdobramento da Operação “Mestre Oculto”, que investiga o fornecimento de diplomas de graduação, com simulação de aulas e atividades aos alunos, visando à obtenção do curso superior. Dois professores, sócios de um centro educacional, foram presos em Nova Venécia.

Os presos Erivelton Pessin e Douglas Magno Eleotério Tamiasso foram ouvidos na Promotoria de Justiça de Nova Venécia e depois encaminhados para a delegacia local.

Além dos dois mandados de prisão temporária (prazo de cinco dias), foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Nova Venécia, nas residências de Erivelton e de Douglas e no Centro Educacional Veneciano, envolvido na fraude. A operação apreendeu cinco malotes de documentos, dois computadores e dois celulares. Todo material apreendido será analisado pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) do MPES.

De acordo com as investigações, os dois presos são sócios do Centro Educacional Veneciano, que simulava aulas para alunos e faculdades diversas faziam a certificação de forma fraudulenta, já que as atividades não eram ministradas conforme a carga prevista. Tanto a graduação quanto a pós-graduação eram obtidas por alunos de forma ideologicamente falsa. O documento é verdadeiro, está registrado, mas o que contém no certificado não representa a realidade.

Uma testemunha-chave também foi ouvida hoje na Promotoria de Justiça de Nova Venécia. Essa pessoa tem a relação dos alunos que obtiveram os certificados de forma fraudulenta nos últimos dois anos. A testemunha está colaborando com as investigações.

Participam da operação dois promotores de Justiça, dois policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) e sete policiais militares do batalhão local. A operação recebeu o nome de “Estória” já que o curso oferecido fraudulentamente era de graduação em História.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos acusados, mas deixa o espaço aberto para contato e apresentação das suas versões dos fatos.

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