Suicídio da jornalista Ana Carolina é descartado. Namorado é o principal suspeito

ANA CAROLINA, ao lado do seu pai, o, também, jornalista, Cleber Sabino.

A hipótese de suicídio da jornalista Ana Carolina de Angeli Sabino, de 25 anos, que morreu no dia 26 de março deste ano, foi descartada e o, então, namorado dela foi preso, nesta terça-feira (12), suspeito de assassinato.

Hamison Nins, 34 anos, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) e vai ser encaminhado para o Centro de Triagem de Viana, segundo a advogada da família da vítima.

A primeira versão do caso dizia que Ana Carolina foi encontrada inconsciente após uma suposta tentativa de suicídio, dentro da casa em que morava com o então namorado, em Cidade Continental, na Serra. O Samu foi chamado, socorreu a jornalista e ela foi levada para o hospital, onde morreu horas depois.

Um laudo pericial, divulgado no dia 21 de maio, apontou que a jovem morreu por asfixia mecânica, que significa enforcamento com o uso das mãos.

Hamison foi preso na escola, onde trabalha, no Bairro Alvorada, em Vila Velha, após ser procurado em casa, pela polícia. A prisão foi recebida com alívio, pela família da jornalista.

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM). Denúncias que colaborem com o trabalho da polícia podem ser feitas por meio do Disque-Denúncia 181. O sigilo e anonimato são garantidos.

O sepultamento da jovem foi realizado no dia 28 de março, no cemitério Jardim da Paz, localizado no município da Serra. Dias após a morte, familiares e o namorado da jornalista prestaram depoimentos.

Ana Carolina nasceu e cresceu em Vila Pavão. É filha do jornalista Cléber Luiz Sabino.  Estudou na escola estadual Ana Portela de Sá. Era uma aluna aplicada e admirada. Formou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), onde foi bolsista no Observatório da Mídia e estagiária na Secretaria de Comunicação da UFES.

 

Mudança

Segundo o pai da jornalista, Ana Carolina mudou muito depois que conheceu Hamison. Ele o descreve como um homem possessivo e que exagera no consumo de bebidas alcoólicas.

Ela concluiu recentemente o curso de jornalismo, na UFES, cujo trabalho de conclusão abordou o feminicídio. Depois disso, se preparava para o ingresso no mestrado.

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