Rotação: Sérgio Moro é o primeiro ministro a tomar posse no Governo Bolsonaro

Por Elias de Lemos – eliasdelemos@correio9.com.br


 

O PRESIDENTE Bolsonaro (acompanhado de sua esposa Michelle e do vice Hamilton Mourão) subiu a rampa do Palácio do Planalto para receber a faixa das mãos de Temer.

 

Após a cerimônia de posse, com a faixa presidencial, verde e amarela no peito, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez a foto oficial de seu governo ao lado do vice-presidente, General Hamilton Mourão, e dos 22 ministros. O governo de Bolsonaro reduziu de 29 para 22 o número de ministérios.

O ex-juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava – que assumiu o Ministério da Justiça – foi o primeiro a assinar o termo de posse. O novo ministro foi muito aplaudido pelos convidados para a cerimônia.

 

Posse de Bolsonaro teve dez chefes de Estado e de governo

Chefes de Estado e de governo de várias partes do mundo participaram da posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (1º). Foram confirmados, também, três vice-presidentes, 12 chanceleres, 18 enviados especiais e três diretores de organismos internacionais. No entanto, a maioria é de representantes da América do Sul.

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, chegou a vir para Brasília, mas teve que retornar a seu país na manhã desta terça-feira.

 

Representantes vieram de todas as partes do mundo

Também estavam presentes, os primeiros-ministros de Israel, Benjamin Netanyahu, e da Hungria, Viktor Orbán, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, além do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Da América do Sul, vieram os presidentes Sebastián Piñera (Chile), Mario Abdo Benítez (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai), e Evo Morales (Bolívia).

Da América Central, compareceu o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández. Da África, marcaram presença os presidentes de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, além do primeiro-ministro do Marrocos, Saadeddine Othmani.

Os governos da China e Rússia enviaram representantes. Ji Bingxuan, vice-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular (Parlamento chinês), representou a China, enquanto da Rússia veio o presidente da Duma (Câmara dos Deputados) Vyacheslav Volodin.

A recepção para os convidados estrangeiros aconteceu no Palácio Itamaraty – como tradicionalmente ocorre – começando por volta das 19h se estendendo até às 21h.

 

Principais pontos do discurso de posse de Jair Bolsonaro

Relação com o Congresso
“Aproveito este momento solene e convoco cada um dos Congressistas, para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa Pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica”.

“Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido, a Deus pela minha vida e aos brasileiros, por confiarem a mim a honrosa missão de governar o Brasil, neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança”.

Ideologias
“Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre de amarras ideológicas”.

União
“Pretendo partilhar o poder, de forma progressiva, responsável e consciente, de Brasília para o Brasil; do Poder Central para Estados e Municípios. Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos”.

“Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão”.
Segurança e defesa

“O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa”.

“Nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para cumprir sua missão constitucional de defesa da soberania, do território nacional e das instituições democráticas, mantendo suas capacidades dissuasórias para resguardar nossa soberania e proteger nossas fronteiras”.

A equipe
“Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou nosso Estado ineficiente e corrupto”.

Na economia
“Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência”.

A política externa
“A política externa retomará seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil”.

Pacto nacional
“Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil”.

“A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostraram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso”.

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