Padre Marcos José Shingel Vieira

O Correio9 inicia nesta edição uma série de entrevistas com personalidades do Estado. A primeira delas contempla o Padre Marcos José Shingel Vieira, que recentemente chegou a Nova Venécia, onde atua na Paróquia São Marcos. Confira a trajetória, pensamentos e curiosidades acerca do religioso:

CORREIO9 – Relate sua caminhada até chegar ao posto de Padre.
Pe. Marcos – Sou de Imburana, Ecoporanga, é lá tenho muitos familiares religiosos e sempre convivemos com os padres que por lá celebravam. O contato era muito próximo pois eles sempre visitavam as casas e com isso houve a proximidade. Com 16 anos entrei no seminário em São Mateus onde fiquei por um ano. Em seguida, fui para Vitória onde cursei filosofia e teologia, período que durou sete anos. Fiz estágio em Águia Branca e em 2013 fui ordenado Diácono em São Mateus, e no fim do ano, Padre, celebração que ocorreu em Ecoporanga.
Antes de Nova Venécia fui Pároco em Pinheiros, por quatro meses e em 2016 cheguei a Nova Venécia.
C9 – Como o senhor vê as ações dos padres diocesanos em razão das ações dos Padres Combonianos que passaram por aqui e os antecederam?
Pe. Marcos – Eles tinham uma dinâmica muito grande, apesar de já terem chegado ao Brasil, oriundos da Itália com uma idade já avançada. É claro que eles trabalhavam de uma forma diferente, mas também muito eficiente, tanto que ergueram o que a gente hoje busca dar continuidade.
C9 – Como o senhor vê a igreja católica em 2017
Pe. Marcos – Vejo que estamos acompanhando as mudanças que o tempo moderno exige. A igreja está muito voltada para a juventude e com os mesmos ideais, sendo uma igreja dinâmica e com constantes mudanças.
C9 – Os fiéis estranham a presença de um padre tão jovem como o senhor?
Pe. Marcos – Um pouco, mas acostumam. E hoje vejo que a cidade nos recebeu muito bem. Nova Venécia é muito católica e atuante nos desígnios da igreja.
C9 – E a criação de duas novas paróquias em Nova Venécia. Como o senhor vê esta ação da igreja?
Pe. Marcos – Boa e necessária. Não foi uma divisão e sim uma ampliação. A igreja cresce e precisamos crescer juntos, com mais disponibilidade, espaço e atenção ao povo. Espero que ela cresça ainda mais.
C9 – A igreja tem acompanhando a revolução digital em termos de ensinamento aos fiéis?
Pe. Marcos – Sim, claro. Estamos nas redes sociais, sites e quase todos os padres têm página no Facebook, onde divulgam os horários de missas e publicam palavras de conforto e ensinamento religioso aos fiéis. Além disso, o cidadão pode acessar documentos da igreja e emitir certidões via internet. Estamos plugados ao Mundo.
C9 – Uma particularidade. O senhor costuma dar boas gargalhadas em sua homilia. Fale sobre isso.
Pe. Marcos – Hahahahahaha (nesse momento o Padre solta uma estrondosa gargalhada). Sou muito parecido com meu pai. Humorado, tranquilo, feliz. É uma grande alegria celebrar a missa e o carinho dos fiéis me faz bem. É uma coisa natural que sai espontaneamente. Somos felizes (risos).
C9 – O senhor também costuma falar muito do Vasco em sua celebrações. Explique a origem disso.
Pe. Marcos – Isso vem do meu avô, pai e irmão que são vascaínos. Tenho também um irmão que é flamenguista (soltando outra estrondosa gargalhada).
C9 – Os rebaixamentos do time não te desanimaram?
Pe. Marcos – Consequência de um trabalho ruim e por isso tinha que cair mesmo, mas continuo gostando do Vasco (risos).
C9 – O padre Jonas que o antecedeu em Nova Venécia também era vascaíno ferrenho. O senhor o conheceu?
Pe. Marcos – Sim. Ele me substituiu em Pinheiros. Tenho pena dos flamenguistas que assistem à missa dele lá. (risos).
C9 – Deixe suas considerações finais.
Pe. Marcos – Pelo pouco tempo que aqui estou, vejo que Nova Venécia tem um diferencial na conduta do povo/igreja. O município traz espiritualidade pois o povo está sempre presente nas celebrações, não importa o dia e nem a hora a igreja está sempre cheia, com o coração alegre. Estou gostando muito daqui. Nova Venécia é uma cidade bastante católica.

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