Elas são bissexuais, deixaram de ficar com homens e explicam o porquê

MULHERES bissexuais contam por que decidiram parar de se relacionar com homens.

 

Elas são bissexuais, se sentem atraídas por homens e por mulheres, mas, de uns tempos para cá, desistiram de se relacionar com eles. Cada uma com seu motivo: há quem garanta, por exemplo, que o sexo casual, com uma mulher, é mais intenso e quem sinta “preguiça” dos caras que contam vantagem para conseguir uma transa. O desejo por eles ainda existe, contam, mas elas preferem reprimi-lo.

“As mulheres com quem me relacionei foram mais sinceras”

É o que diz a auxiliar administrativa Teila Suares, de 31 anos, que, há quatro, decidiu limpar os contatinhos masculinos da agenda. Ela namorou por um ano um homem bastante ciumento e a falta de liberdade foi o motivo principal para o término da relação. Solteira, ficou com três caras que conheceu no Tinder.

“Com um deles, fiquei mais tempo. Conversamos por quatro meses pelo WhatsApp, antes de nos encontrarmos. Depois que saímos, o papo continuou. Só que sempre que eu perguntava sobre a vida dele, o cara fugia. Achava estranho. Até que um dia decidi procurá-lo no Facebook. Quando encontrei, descobri que ele era casado e tinha uma filha. Eu já estava enjoada dessas situações, então, decidi sair só com mulheres. Todas com quem me relacionei foram muito mais transparentes e sinceras; e é isso que eu busco nas minhas relações”.

“Foi ficando cada vez mais difícil não perceber traços do machismo no comportamento deles”

A professora Mayara Albuquerque, de 29 anos, foi casada por quatro anos com um homem. O relacionamento chegou ao fim em 2017 e foi a última vez que ela se relacionou com um um cara. Mayara diz que a decisão foi tomada aos poucos, porque “foi ficando cada vez mais difícil não perceber os traços do machismo no comportamento deles”.

“Eu tentava ficar com outros caras, mas não relaxava. Eles começavam a falar e eu já via sinais de comportamentos machistas e incômodos. O encanto acabava na hora. Eu vejo tanta notícia ruim sobre violência doméstica, relacionamento abusivo, que sinto que perdi a leveza de conhecer um cara. E eu não conseguia curtir o papo, nem levar adiante. Com mulheres, eu não me sinto assim, tensa. Me sinto aliviada. Namorei uma, terminamos, mas faz três anos que só saio com mulheres”, diz.

“Mesmo sendo só sexo, as mulheres com quem saí foram mais intensas”

O interesse da estudante Bianca de Souza, de 23 anos, em homens foi despertado após o término de um relacionamento longo com uma mulher. Ela conta que, na época, tentou sair com outros homens.

“Me arrependi. Os caras eram muito chatos. Queriam mostrar o tempo todo que eram mais inteligentes que eu, mais viajados, tentavam me explicar coisas que eu já sabia. E eu dizia que o comportamento deles não era legal, mas a crítica era sempre mal recebida. Até que fiquei com um homem comprometido. Na hora do sexo, ele insistiu para não usarmos camisinha e eu cedi. Depois, o procurei para dizer que achava melhor tomar a pílula do dia seguinte e ele não se importou”, conta.

Ela continua: “Tomei, ele não ajudou a pagar, e minha menstruação atrasou muito. Mandei mensagem e ele demorou dias para responder. Quando respondeu, disse que não era responsabilidade dele. Por sorte, não engravidei. Essa foi a experiência que me fez desistir de ficar com homens, há seis meses. Minhas saídas com mulheres foram muito mais intensas, mesmo quando o sexo é casual”.

“Mulheres são mais sensíveis em relação ao sentimento das outras” “Vivi um relacionamento abusivo por três anos e sou mãe de duas crianças. Decidi me separar depois de muita humilhação e, enquanto solteira, percebi que nenhum cara estava realmente a fim de me conhecer — todos só queriam transar. Eles não queriam nem saber quem eu era”, conta a faxineira Isabella Teixeira, de 26 anos.

Isabella decidiu se reconciliar com o ex após diversos pedidos de desculpa. “No começo, foi tudo perfeito. Até que engravidei de novo. Quando soube que eu estou grávida, ele terminou comigo e disse que havia conhecido outra mulher. Continuei conversando com homens pelos aplicativos e muitos deles chegaram a me perguntar se a barriga atrapalhava o sexo. Fiquei com nojo. Decidi conversar mais com mulheres e percebi que é o que eu quero. Fui respeitada por elas no sexo, independente da minha gravidez. Elas têm mais sensibilidade com o sentimento da outra”, Isabella Teixeira, 26 anos, faxineira.

“Fiquei com mulheres que mantinham a amizade mesmo se rolasse sentimento” A engenheira sanitarista e ambiental Juliana Gonçalves, de 23 anos, assumiu para si mesma a bissexualidade em 2017. Depois de terminar um breve relacionamento com uma mulher, engatou uma paquera com um homem. Ela queria um amigo, além de peguete, mas o cara só queria sexo.

“Ele pedia que eu passasse na casa dele antes ou depois do trabalho. Descobri, depois de um tempo, que fazia o mesmo com todas as minhas amigas. Fiquei com muita preguiça e parei de sair com ele. Depois de um ano sem conhecer nenhum homem, comecei a ver um moleque que parecia bacana, divertido. Tentei dar uma chance ao papo. Depois de meses conversando, descobri que ele namorava. Foi a gota d’água. Desisti de ficar com homens há dois anos. As mulheres com quem saí sempre foram mais legais. Além do sexo, conversavam, se importavam, mesmo se não tivéssemos nada sério”.

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