CORREIO9 ENTREVISTA Josias Da Vitória: “Tem muitas pessoas de bem que querem representar”

Parlamentar é pré-candidato a deputado federal, nas eleições deste ano.

Por Elias de Lemos (Correio9)


JOSIAS DA VITÓRIA e Antonio Emílio durante entrevista ao Jornal Correio9. Dobradinha do PPS vem aí.

O deputado estadual Josias da Vitória está no terceiro mandato no Espírito Santo. Atualmente é líder do PPS na Assembleia Legislativa e pré-candidato a deputado federal.

Policial Militar por formação, casado com Luciana Tozato e pai de quatro filhos, Da Vitória é graduado em Direito.

Ele atuou como soldado e cabo da Polícia Militar do Espírito Santo e atualmente integra o quadro de reserva da corporação. Venceu três eleições seguidas (2006, 2010 e 2014), reeleito no último pleito com 40.090 votos. Na Assembleia Legislativa, preside a Comissão Especial Pacto Federativo, a Comissão Especial da Previdência Social e a Frente Parlamentar Estadual Pró Rio Doce.

Acompanhado do presidente da Câmara de Nova Venécia – e pré-candidato a deputado estadual – Antonio Emílio, Da Vitória esteve na Redação do Correio9 e concedeu entrevista a este diário.


Correio9 – Deputado, o senhor vem da área de segurança pública. Que avaliação o senhor faz desta questão no Espírito Santo?

Da Vitória – A Segurança Pública não tem boa avaliação no nosso país. De acordo com os índices, nós somos um dos primeiros colocados do mundo [após a entrevista, o Atlas da Violência 2016, divulgado pelo Ipea, mostrou o Brasil no primeiro lugar no ranking mundial de homicídios] e também, não é diferente no nosso Estado, proporcionalmente aos outros estados. O Espírito Santo está entre os primeiros no índice de criminalidade, especialmente em homicídios, então, a avaliação, é uma avaliação crítica. Nós precisamos muito dar uma atenção a essa política pública tão importante, porque isso é a busca da paz social. O cidadão precisa ter condições de poder transitar na rua com tranquilidade e essa segurança nós perdemos há muito tempo. Precisamos encarar as frentes, uma delas é a frente da operacionalidade com as forças policiais militares e civis, para assistir à sociedade de imediato, mas também, uma das causas, é a venda fácil de entorpecentes, porque isso leva as pessoas ao vício e, simultaneamente, também, quando você busca com mais profundidade os motivos do aumento de homicídios, está a entrada das drogas. Então, precisamos trabalhar, cuidando das pessoas que estão aí na dependência química e que tem vontade de parar, mas o Estado não as assiste. O trabalho preventivo é muito importante, precisamos fazer uma atuação com as pessoas com risco social, alcançar esses locais em cada uma das regiões. É necessário que o Estado mapeie a sua região.Vamos citar aqui, Nova Venécia, onde temos alguns bairros que são mais delicados. É preciso fazer uma interação com a sociedade, isso é um ponto inicial importante. A nossa juventude, as crianças, tem tantos projetos importantes que têm um custo baixo e podem ser feitos. Mas, tem que começar, tomar a frente, e isso é dever principalmente do poder público. Mesmo que o cidadão possa contribuir, o cidadão comum, a sociedade, mas ele precisa ser envolvido, seja pelo Governo do Estado, Governo Federal, governos municipais, que são instituições importantes para começar a fazer um trabalho desse.

 

Correio9 – O que o senhor pensa sobre o controle ou venda de armas?

Da Vitória – Tirando as polícias, arma no nosso país só está na mão de bandido, então, não são armas nas mãos de pessoas de bem que vão aumentar o índice de criminalidade, o que precisa, é aumentar a fiscalização das armas, mas eu apoio que as pessoas possam ter a sua arma em suas residências, nos seus locais de trabalho. Imagina você, dono de uma propriedade rural, não pode fazer a aquisição de uma arma, então, assim, o porte de arma com uma busca da motivação bem especificada com os requisitos bem preenchidos, eu julgo ser muito importante para o cidadão de bem, que ele possa portar a sua arma. Não se pode dar uma arma para quem tem antecedentes criminais, para quem tem conduta duvidosa, então, eu apoio, porque isso vai inibir o delinquente, ele não vai abordar qualquer um com facilidade. Precisamos colocar armas nas mãos de gente boa, não na mão de bandido.

 

Correio9 – O senhor está no seu terceiro mandato, que balanço o senhor faz da sua atuação na Assembleia Legislativa, o que o senhor destaca e diz: estes foram os pontos?

Da Vitória – Acredito que o ponto mais importante é o dever incondicional, a independência. Porque o parlamento, ele constitucionalmente é independente, mas na maioria das vezes, quase na totalidade, nós vemos um parlamento como um cordão umbilical dos governos. A minha atuação na Assembleia é independente, eu apoiei o Governo do Estado em todas as ações que considerei boas para a sociedade, mas quando a sociedade precisou de mim, eu estava lá defendendo. Em Nova Venécia, um dia desses, a mudança tributária do leite iria prejudicar a Veneza, que é a maior empregadora daqui da região, o deputado Da Vitória não é daqui, mas nós conhecemos e buscamos um pouco de informação, e defendemos, e mostramos que o governo queria atender dois clientes. O governo fez uma lei para atender duas empresas, isso não pode acontecer.

O parlamentar, às vezes, confunde, tem emenda parlamentar e ele sai por aí querendo fazer calçamento de uma rua, entregar uma ambulância, e isso é dever do Governo do Estado. Quem faz obra é prefeito, governador, quem faz obra é Governo Federal; o parlamentar defende o orçamento para que essas obras possam chegar para cá e nós conquistamos muitas ações, muitas obras com a nossa voz, que nós defendemos, para que acontecesse. Até na oposição eu sinto que as obras aconteceram mais pela nossa defesa, do que por alguns pedidos dos governistas. Nós estamos com tantos problemas aqui no Estado, a saúde é um emergencial, política pública importante que é preciso investir, porque se não investir morrem pessoas, e várias vezes nós denunciamos isso.

 

Correio9 – Agora, depois de três mandatos, como deputado estadual, o senhor é pré-candidato a Câmara Federal, no momento em que, principalmente o Congresso, está muito desacreditado. Que proposta o senhor vai apresentar para o eleitor, para o senhor chegar à Câmara Federal?

Da Vitória – Continuar fazendo a essência da representatividade, trabalhar com muita transparência ligado àqueles que têm simpatia pelo nosso trabalho, que admiram o nosso trabalho, porque se você tem humildade, naturalmente você vai acertar mais, porque não existe doutor que possa conhecer todas as demandas e saber o caminho da resolução delas. Um parlamentar em nível municipal, estadual e federal tem muitos instrumentos que ele possa acertar. Eu te contei já nas suas perguntas anteriores, que o sucesso que eu tenho no mandato foi a nossa independência, e nós vamos fazer dessa mesma forma. O Espírito Santo tem quatro milhões de habitantes e já tem uma condição que ele é bem prejudicado se comparado aos demais. Só temos dez parlamentares dentro daqueles 513 na Câmara, então, eu quero emprestar a minha energia, a minha disposição, a minha saúde. Eu sei que com as informações que nós temos, podemos trabalhar no local mais importante para ajudar o Espírito Santo, porque o Governo Federal recebe 68% dos impostos que o capixaba paga. A cada R$ 100 – pagos em impostos – R$ 68, vão para os cofres do Governo Federal. Imagina se nós tivermos dinamismo para trabalhar o envolvimento de outros colegas e conseguir fazer com que os recursos voltem para a nossa região? Já acredito que vamos ter um governador amigo, então vamos ter alguns parlamentares que vamos estar do lado deles. Acredito que essa minha vontade, minha disposição vão fazer com que a gente tenha sucesso no Congresso Nacional, na Câmara Federal.

 

Correio9 – Que mensagem o senhor manda para o eleitor de Nova Venécia?

Da Vitória – Apesar da falta de crédito que o cidadão brasileiro está na política, eu não conheço nenhum instrumento mais importante que a política. Ela é o instrumento mais perfeito para que a gente possa trabalhar a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Somente através dela, a democracia, a essência de podermos ter o direito de escolher quem poderá nos representar, isso é perfeito. Nós precisamos escolher boas pessoas, e tem muitas pessoas de bem que querem representar, em todas as esferas. Nessa eleição vamos escolher o presidente da República, os senadores, os deputados federais, estaduais, e os governadores dos estados. Se prestarmos atenção na conduta, na história, se conhecermos a índole, o caráter, a formação familiar da pessoa, naturalmente a gente consegue colocar representantes que se assemelham com os nossos ideais, e se nós encontrarmos essas pessoas próximas da gente, já cria uma facilidade maior de nos comunicarmos. Eu acredito na política e não associo o erro das pessoas – a conduta daqueles que estão em mandato – à política em si, a minha parte eu faço. Minha consciência me permite poder dar essa orientação aos nossos venecianos, que é a mesma que eu vou dar a cada cidadão, que nós possamos fazer o exercício da democracia e escolher os representantes. Querendo ou não, gostando ou não, vão ter trinta deputados estaduais na Assembleia do nosso Estado, 513 na Câmara Federal – dentro destes, dez do nosso Estado, e mais os senadores, então, se a gente escolher pessoas do bem, será melhor para todos.

 

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