Coluna exclusiva do Jornal Correio9 – Rotação (26/04/2018)

Por Elias de Lemos – eliasdelemos@correio9.com.br


O VÍCIO em redes sociais é uma realidade, como em outros vícios comuns.

Redes sociais são como drogas
Não faz muito tempo que elas surgiram. As redes sociais são elementos, relativamente, novos na existência humana. Mesmo assim, desde que surgiram, elas passaram a fazer parte da vida das pessoas, de forma irreversível, como se sempre tivessem existido. Elas preenchem a maior das necessidades do homem em sociedade: a de se comunicar. Em um simples clique o indivíduo já está conectado com o mundo.

É simples assim! Porém, como tudo na vida, elas trazem o risco do excesso. E excesso é prejudicial. Na atualidade, o vício em redes sociais é uma realidade como outros vícios comuns, entre eles o cigarro o álcool, assim como vícios em drogas ilícitas.

Muitas pessoas, especialmente as mais jovens, não se dão conta do vício. Outras não percebem como estão ocupando (ou perdendo?) tempo com assuntos que não são seus, que não lhes interessam e que não merecem a sua atenção, muito menos cabem qualquer discussão. A avaliação desse desvio é de uma pesquisa realizada pela Instituição de Saúde do Reino Unido, a qual aponta que muitas pessoas procuram fugir de seu mundo real, buscando a aceitação de seus seguidores. Com isso, acabam se distanciando da realidade, passando a viver no isolamento do vício.

Das redes analisadas no estudo, o Instagram foi avaliado como a mais prejudicial. A pesquisa envolveu quase 1,5 mil jovens, entre 14 e 24 anos. De acordo com o estudo, o compartilhamento de fotos pelo Instagram tem uma relação negativa com o sono e a autoestima.

Ainda de acordo com o estudo, o crescimento das taxas de ansiedade e depressão desse grupo etário da população, saltou 70%, nos últimos 25 anos. Os jovens avaliados estavam ansiosos, deprimidos, com baixa autoestima.

As redes sociais surgiram com o propósito de proporcionar às pessoas o compartilhamento com os amigos, dos momentos de intimidade e alegria. No entanto, isso se torna um problema quando a pessoa começa a comparar a sua vida com a do outro. A comparação virtual pode intensificar o olhar negativo sobre si mesmo, aumentando sensações de baixa autoestima, solidão e incapacidade.

Uma forma de fugir das redes sociais e focar em uma vida menos virtual é a prática de esportes, hobbies, arte, leituras…

Desse modo, dosar o tempo entre o computador, o celular e outras atividades será algo muito mais natural. É importante que a pessoa saiba estabelecer um limite, para que as responsabilidades com os estudos e trabalho não sejam deixadas de lado por conta das redes sociais.

Tudo o que agrada ao corpo e à mente são paixões. O problema é o controle delas e a inclinação humana para os vícios.

 

“De todas as calamidades às quais a condição de
mortalidade expõe a espécie humana, a perda da razão de longe parece a mais terrível”. (Adam Smith)

 

Josué é demitido
Na última terça-feira, 24, chegou ao fim a novela do ex-servidor da Câmara Municipal de Nova Venécia, Josué de Sá Rodrigues.

Josué havia sido afastado das suas funções após condenação por peculato – que é a apropriação indevida de recursos públicos.

Condenado a seis anos de prisão, ele cumpriu parte da pena em regime fechado, progrediu para o semiaberto e, agora, está no regime aberto.

Em fevereiro, por entender que o caso não havia transitado em julgado – o que quer dizer que ainda havia recursos a serem julgados – a justiça devolveu o direito de reintegração dele ao cargo.

No entanto, durante a sessão da última terça-feira, o presidente da Câmara, Antonio Emílio, recebeu o comunicado da justiça, de que o processo foi transitado em julgado, portanto, sem a possibilidade de mais recurso. O caso está encerrado.

Esta coluna conversou com o presidente, Antonio Emílio. Ele disse que não se trata de exoneração, mas de demissão. Com isso, encerram as possibilidades de Josué voltar ao quadro de servidores da Câmara.

Pessiminista ou Realista?
O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, não faz parte do grupo dos otimistas quanto à retomada da economia brasileira. Na avaliação dele, os pequenos sinais de recuperação da atividade que começaram a despontar no fim do ano passado ainda são inconsistentes. No horizonte de 2018, ano de eleições presidenciais, ele vê uma maré de preocupações: não acredita que a reforma da Previdência tenha espaço para ser votada, se mostra pessimista quanto à volta de investimentos mais fortes. Teme ainda que o teto de gastos estoure.

É ou não é?
Na última sexta-feira, 20, o Correio9 publicou uma matéria apresentando os nove pré-candidatos a deputado estadual por Nova Venécia. Entre eles, está o deputado estadual Padre Honório, do PT.

Alguns dos pré-candidatos e pessoas do meio político não gostaram e se queixaram da inclusão do nome do padre na lista, alegando que ele não é deputado por Nova Venécia.
É preciso lembrar de que ao lançar sua candidatura, em 2014, o Padre Honório residia em Nova Venécia, trabalhava aqui, com domicílio eleitoral no município. Sendo assim, muitos podem até não aceitar, mas a realidade é que foi aqui que ele se tornou deputado.

Entre aspas
Para a filósofa Marcia Tiburi, o espetáculo do ridículo é calculado e gera dividendos eleitorais: “A gente fica com vergonha alheia quando, como cidadão, se vê diante de um tipo de fala em que percebe o ridículo. Quando vê que o personagem, aparentemente, não sente vergonha, a gente sente a vergonha que ele deveria sentir. Quando, na nossa vida diária, vemos alguém passando algum vexame, a gente sente pena. Mas isso não se dá por quem vive o vexame e até tem ganho eleitoral com ele, como deputados com discursos misóginos e homofóbicos. As pessoas sentem a dor da perda da confiança na possibilidade da política na forma do nojo, do ódio, que é, no fundo, uma profunda tristeza pela perda da política como promessa. Há um projeto de destruição da força da política, que é totalmente do interesse dos donos do poder”.

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