Casos confirmados de febre chikungunya preocupam autoridades sanitárias em Vila Pavão

AGENTES durante aplicação de veneno para eliminar os possíveis focos do mosquito.

O município de Vila Pavão está com dois casos confirmados de febre chikungunya, uma doença viral muito parecida com a dengue, identificada inicialmente em países do Caribe que chegou ao país pelos estados da região norte e já infectou milhares de brasileiros em todas as regiões.

Além dos dois casos confirmados: um caminhoneiro da sede do município e um morador da localidade de Conceição do XV (Cascudo), divisa entre os município de Vila Pavão, Barra de São Francisco e Ecoporanga, atualmente existem no município, outros nove casos de pessoas com suspeita de estar com a febre.

“Estas duas pessoas foram provavelmente picadas fora do município por mosquitos contaminados e contraíram a doença. Como em Vila Pavão existem focos do mosquito, estes contraíram o vírus dessas pessoas e por sua vez, picaram outras pessoas. Por isso, é que estão aparecendo a cada dia mais casos suspeito da febre”, explica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica Letícia Pianna.

O sangue coletado dos pavoenses com a febre está em análise na LACEN – Rede Estadual de Laboratórios de Saúde Pública em Vitória, à espera de uma contra prova.

De acordo com Letícia, apesar do trabalho de vigilância e das inúmeras campanhas de conscientização realizadas junto aos moradores, nos últimos meses têm sido crescente o números focos encontrados. “Agora, começaram a aparecer as pessoas doentes. A população tem que levar a sério esta doença, fazer a sua parte e ajudar o Poder Público eliminar os focos do mosquito”, reclama.

Bloqueio

No local onde reside os moradores suspeitos de estar com a febre, deste a última segunda-feira (07), a Vigilância Epidemiológica local vem realizando de três em três dias um bloqueio, ou seja, num raio de 150 metros da residência é aplicado um veneno poderoso para eliminar os focos do mosquito.

Segundo as normas vigentes, o bloqueio deve ser realizado num prazo de até 72 horas quando um caso é confirmado.

Perigo

Os agentes avisam que a combinação de pessoas doentes e o mosquito voando livremente picando as pessoas é um risco eminente de alastramento da febre.

“Se continuar a aparecer mais casos suspeitos da febre, nós vamos solicitar da regional de São Mateus um carro fumacê para fazer a pulverização de inseticida, não só na sede, mas também nos distritos de Praça Rica e Todos os Santos onde também existem focos do mosquito. Caso contrário, vamos enfrentar sérios problemas com a doença” lamentou o agente de endemias Vilmar Rodrigues.

Mobilização e ajuda da população

Os agentes acreditam que está na hora de toda a sociedade pavoense se mobilizar no combate ao mosquito da dengue que também transmite a febre chikungunya e essa empreitada passa pela eliminação dos focos.

Eles lembram que o combate à dengue é uma responsabilidade dos órgãos públicos e de toda população. O mosquito se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias (água parada limpa ou pouco poluída). A conscientização da população e a tomada de medidas são de fundamental importância para a redução da doença.

No processo de combate à doença, a população exerce um papel muito importante que é ajudar a eliminar os locais onde os mosquitos se reproduzem. “Então não adianta eliminar somente o mosquito que voa, o mais importante é eliminar os locais propícios onde as fêmeas infectadas depositam os ovos. Estudos recentes revelam que 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue podem estar do portão para dentro, no interior das residências, em diversos lugares”, alertam os agentes.

A doença

As inflamações que vão e voltam são o principal sintoma da chikungunya. No começo, a doença é semelhante a dengue – dá febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele, mas com o agravante das dores fortes nas articulações. Essas podem levar até três anos para desaparecer.

Assim como a dengue e o vírus da zika, a chikungunya também é transmitida pelo Aedes aegypti. O mosquito se reproduz em água parada. No campo, o perigo está na água armazenada para o gado e para o dia a dia das famílias, que dependem da cisterna ou de poços para o abastecimento.

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